Um CMS, sigla inglesa de content management system (sistema de gestão de conteúdos), é a parte de um site que lhe permite alterar o que lá está sem mexer no código. Inicia sessão, muda um preço, um horário ou uma fotografia, carrega em publicar, e o site passa a mostrá-lo. O design, a disposição e a parte técnica ficam exatamente onde estavam.
O que faz, na prática, um CMS?
Mantém duas coisas separadas: o conteúdo e o design.
Pense no quadro de ardósia à porta de um café. Alguém desenhou o quadro uma vez: a moldura, o tamanho, o sítio onde fica. O que lá está escrito muda todos os dias. Um CMS dá-lhe o giz, não um martelo para a moldura. Pode mudar o prato do dia as vezes que quiser, e o quadro continua a parecer o seu quadro.
Por trás do ecrã, todos os CMS têm três partes:
- Um armazém onde vive o conteúdo: os seus textos, preços, fotografias e horários.
- Um editor, o ecrã onde inicia sessão e onde altera esse conteúdo através de formulários e botões.
- O site, que vai buscar o conteúdo ao armazém e o mostra dentro do design.
Quando carrega em publicar, o editor guarda o novo conteúdo e o site começa a mostrá-lo.
Preciso de um CMS?
Depende da frequência com que o seu conteúdo muda, e de quem quer que faça a alteração.
| O que muda | Com que frequência | Vale a pena ter um CMS? |
|---|---|---|
| Prato do dia, preços da ementa | Todos os dias ou todas as semanas | Sim |
| Promoções e eventos | Todos os meses | Sim |
| Horário e fecho para férias | Algumas vezes por ano | Sim, porque um horário errado online custa-lhe clientes |
| Texto de apresentação, fotografias da equipa | Uma vez por ano | Útil, não essencial |
| Uma página nova, uma disposição nova | Raramente | Não, isso é trabalho de design |
No meu primeiro emprego, mudar um preço na ementa não era coisa que qualquer pessoa no edifício pudesse fazer: o pedido ia para o departamento de informática, e ficávamos à espera. Para uma grande cadeia, tudo bem. Para um café que muda o prato do dia todas as manhãs, não.
Se a resposta honesta for “quase nada muda”, talvez nem precise de um. Um site pequeno que muda duas vezes por ano pode ser atualizado por quem cuida dele. Se alguma coisa muda todas as semanas, esperar que outra pessoa faça a alteração cansa depressa, e o site fica atrás do que se passa de facto no seu negócio.
Que tipos de CMS existem?
Há quatro grandes tipos. Nenhum é o certo para toda a gente.
- Um CMS tudo-em-um. Instala-o no seu próprio alojamento. Conteúdo, design e extensões vivem todos no mesmo sistema. Faz quase tudo, mas cada tema e cada extensão precisa de atualizações, e alguém tem de as acompanhar.
- Um construtor de sites com editor incluído. Aluga tudo numa assinatura mensal: o editor, os templates e o alojamento. É fácil começar; fica na plataforma deles enquanto o site existir.
- Um CMS headless. O conteúdo fica guardado num serviço e é enviado para um site construído à parte. Muito flexível, e precisa sempre de um programador.
- Um editor feito para um só tipo de site. Sabe que um restaurante tem uma ementa e um salão tem serviços, e só mostra esses campos. Menos opções, e muito mais difícil de estragar.
No Indica Online, o diretório de negócios portugueses e brasileiros na Bélgica que eu construí, os donos reclamam o seu registo e mantêm-no atualizado eles próprios, através de um formulário curto. Isso também é um CMS, reduzido aos poucos campos que importam.
O guia sobre construtores de sites, CMS e sites à medida compara estes caminhos em custo, esforço e propriedade.
O que deve um bom CMS deixar-me fazer?
Seja qual for o tipo, estas são as perguntas que vale a pena fazer antes de se comprometer:
- Posso alterar o conteúdo sem estragar o design? Deve estar a preencher campos, não a arrastar caixas.
- Posso ver a alteração antes dos meus clientes? Uma pré-visualização do seu próprio site, já com a alteração.
- Posso desfazer um erro? Antes de publicar e depois.
- Funciona no meu telemóvel? A maioria das alterações acontece entre outras tarefas, não a uma secretária.
- Trabalha com as minhas línguas? Na Bélgica, um site funciona muitas vezes em duas ou três.
- O conteúdo é meu? Se sair, pode levar consigo os seus textos e fotografias?
O que um CMS não faz
Um CMS é uma ferramenta para alterar conteúdo. Há coisas que não faz por si:
- Não o põe nos primeiros lugares do Google sozinho. Pode facilitar bons hábitos, como um título de página bem feito, mas a pesquisa depende de muito mais. O guia sobre SEO explica de quê.
- Não escreve o conteúdo. Palavras claras e concretas sobre o que faz, onde e quando, continuam a ter de vir de si.
- Não substitui a manutenção. O alojamento, as atualizações de segurança, as cópias de segurança e o domínio continuam a precisar de alguém que trate deles. O guia sobre domínio, alojamento e e-mail cobre esse lado.
Como funciona isto num site da Ovrick?
Cada site que construo é escrito em código para aquele negócio, não é um tema com outra cor. Isso mantém-no rápido, e significa que ninguém consegue estragar o design por acidente. As alterações de conteúdo fazem parte dos dois planos maiores: o Mission Control inclui uma hora por mês e o Boost duas. Envia-me um e-mail com o que quer mudar, e eu mudo. No Ground Control, cada alteração é faturada à hora. A página de preços mostra o que cada plano cobre, e a página do método explica, passo a passo, como se constrói um site. Prefere alterar por si os preços, a ementa e o horário? É para isso que chega em breve o Ovrick Cassini, o editor do seu site.

